{"id":49330,"date":"2021-01-20T13:22:44","date_gmt":"2021-01-20T16:22:44","guid":{"rendered":"https:\/\/c3m.adv.br\/publicacoes\/?p=49330"},"modified":"2021-01-20T13:26:32","modified_gmt":"2021-01-20T16:26:32","slug":"novo-entendimento-do-stf-altera-cenario-da-cobranca-de-itbi-podendo-gerar-impactos-nas-operacoes-imobiliaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/c3m.adv.br\/publicacoes\/novo-entendimento-do-stf-altera-cenario-da-cobranca-de-itbi-podendo-gerar-impactos-nas-operacoes-imobiliaria\/","title":{"rendered":"Novo entendimento do STF altera cen\u00e1rio da cobran\u00e7a de ITBI, podendo gerar impactos nas opera\u00e7\u00f5es imobili\u00e1ria"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Henrique Seiji Yamashita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>henrique@c3m.adv.br <\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Com o julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio n\u00b0 796.376\/SC (Tema 796) pelo Superior Tribunal Federal (STF), houve mudan\u00e7a no cen\u00e1rio at\u00e9 ent\u00e3o aplicado, para fins de imunidade do ITBI.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o ITBI era devido nos casos em que mais da metade da receita operacional da empresa receptora do bem decorresse de opera\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias como, por exemplo, compra, venda, loca\u00e7\u00e3o e arrendamento mercantil de im\u00f3veis, em determinado per\u00edodo. Esse entendimento era o adotado pela maior parte das administra\u00e7\u00f5es fiscais municipais. Ou seja, a Prefeitura verificava a exist\u00eancia ou n\u00e3o de atividade imobili\u00e1ria preponderante na empresa recebedora do bem im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, com o julgamento do leading case pelo STF, duas discuss\u00f5es foram geradas:<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1) <\/strong>\u00c9 poss\u00edvel que os munic\u00edpios possam cobrar ITBI sobre o valor de bens im\u00f3veis que excederem o montante efetivamente integralizado. Ou seja, caso na situa\u00e7\u00e3o concreta, o valor da opera\u00e7\u00e3o for abaixo do que se tinha escriturado, o que n\u00e3o costuma acontecer. Trata-se de pr\u00e1tica societ\u00e1ria que n\u00e3o costuma ser aplicada habitualmente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2)<\/strong> O Supremo indicou, no referido julgado, que a imunidade sobre a opera\u00e7\u00e3o de integraliza\u00e7\u00e3o de bens im\u00f3veis em capital social de pessoa jur\u00eddica \u00e9 incondicional e, portanto, ampla, devendo ser aplicada independentemente da atividade empresarial exercida. A condi\u00e7\u00e3o da aus\u00eancia de preponder\u00e2ncia da receita imobili\u00e1ria para afastar a cobran\u00e7a do tributo fica restrita \u00e0s demais opera\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias como: fus\u00e3o, incorpora\u00e7\u00e3o, cis\u00e3o ou extin\u00e7\u00e3o de pessoa jur\u00eddica. Assim, a confer\u00eancia de bem im\u00f3vel para integraliza\u00e7\u00e3o de capital social n\u00e3o deve pagar ITBI nem mesmo em empresas do setor imobili\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao item 02, com base neste entendimento do STF \u00e9 poss\u00edvel buscar o afastamento do pagamento de futuras opera\u00e7\u00f5es de integraliza\u00e7\u00e3o de capital social at\u00e9 o limite do capital integralizado, bem como requerer a restitui\u00e7\u00e3o do montante pago nos \u00faltimos 5 anos, independente da atividade preponderante da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso tenha d\u00favidas sobre o assunto a equipe do nosso escrit\u00f3rio est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para quaisquer esclarecimentos que se fa\u00e7am necess\u00e1rios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Henrique Seiji Yamashita henrique@c3m.adv.br Com o julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio n\u00b0 796.376\/SC (Tema 796) pelo Superior Tribunal Federal (STF), houve mudan\u00e7a no cen\u00e1rio at\u00e9 ent\u00e3o aplicado, para fins de imunidade do ITBI. 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